Todas as corridas se iniciam com uma partida, para um só destino… uma meta.
Todas as vezes que olho para ti, não te conheço.
Acompanhas-me desde sempre e eu estarei sempre em tua permanente descoberta.
Parece que sempre fomos um, mas a medida que ficamos mais sós, sei que iremos ser sempre dois.
A imagem que reflecte em ti, é de alguém que não tem dor e muito menos amor.
Olho para esses olhos azuis, e vejo que estão vazios. Apesar da beleza, não tem sabor, não inspiram poesia.
De quem é a culpa?
E o que é, a culpa?
As palavras servem para comunicar, mas... e quando estamos sós? O que nos resta?
Tu não sabes, porque vives apenas na imagem, mas eu procuro saber para onde me dirijo.
Por isso mentaliza-te... nunca iremos ser amigos.
27 dezembro, 2007
Por
Ricardo Marques

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