27 dezembro, 2007

Todas as corridas se iniciam com uma partida, para um só destino… uma meta.

Todas as vezes que olho para ti, não te conheço.

Acompanhas-me desde sempre e eu estarei sempre em tua permanente descoberta.

Parece que sempre fomos um, mas a medida que ficamos mais sós, sei que iremos ser sempre dois.

A imagem que reflecte em ti, é de alguém que não tem dor e muito menos amor.

Olho para esses olhos azuis, e vejo que estão vazios. Apesar da beleza, não tem sabor, não inspiram poesia.

De quem é a culpa?

E o que é, a culpa?

As palavras servem para comunicar, mas... e quando estamos sós? O que nos resta?

Tu não sabes, porque vives apenas na imagem, mas eu procuro saber para onde me dirijo.

Por isso mentaliza-te... nunca iremos ser amigos.

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