09 março, 2008

Sim meu amigo, tinhas razão, banalizo palavras.

A culpa é deste cortejo da simples inocência de ser.

É a naturalidade que procuro, a verdade que se esconde debaixo das mantas, e se recusa a sair para este coração rasgado pela beleza que passa na minha vida.

Mas não importa, porque ontem vi beleza.

Aquele olhar em direcção ao chão, foi magnífico, foi penetrante.

Quem o fez, foi um pequeno ser lúcido na sua determinação. Alguém, que neste momento faz sofrer pela sua coragem, pela sua ausência, pelo seu grito.

Durante a descida nem um tremor ou hesitação, e com este gesto representado recebi a mensagem, como eu deveria encarar o percurso.

No meio das emoções, sorrisos e olhares de Deusas, desloco o meu corpo nesta velocidade lenta.

Controlo, ou tento controlar, a minha força de Amar, a minha força no sentir.

Abro os meus olhos semi-cerrados até agora, e grito que estou a apaixonar-me. Não por ti, ou por alguém, mas pela vida que tenho á frente.

Como consequência, se tu fazes parte da minha vida, estarei também a apaixonar-me por ti.

E sei que haverá o dia que dir-te-ei:

AMO-TE

Banalizando ou não esta palavra.

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