Sim meu amigo, tinhas razão, banalizo palavras.
A culpa é deste cortejo da simples inocência de ser.
É a naturalidade que procuro, a verdade que se esconde debaixo das mantas, e se recusa a sair para este coração rasgado pela beleza que passa na minha vida.
Mas não importa, porque ontem vi beleza.
Aquele olhar em direcção ao chão, foi magnífico, foi penetrante.
Quem o fez, foi um pequeno ser lúcido na sua determinação. Alguém, que neste momento faz sofrer pela sua coragem, pela sua ausência, pelo seu grito.
Durante a descida nem um tremor ou hesitação, e com este gesto representado recebi a mensagem, como eu deveria encarar o percurso.
No meio das emoções, sorrisos e olhares de Deusas, desloco o meu corpo nesta velocidade lenta.
Controlo, ou tento controlar, a minha força de Amar, a minha força no sentir.
Abro os meus olhos semi-cerrados até agora, e grito que estou a apaixonar-me. Não por ti, ou por alguém, mas pela vida que tenho á frente.
Como consequência, se tu fazes parte da minha vida, estarei também a apaixonar-me por ti.
E sei que haverá o dia que dir-te-ei:
AMO-TE
Banalizando ou não esta palavra.
09 março, 2008
Por
Ricardo Marques

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