Alguém parou o tempo naquele momento.
Em suave encanto chegaste perto, mas preferiste não tocar-me.
Por vergonha, por respeito, por amizade.
Ficámos a um centímetro.
Et mon Coeur s´arrêter.
O teu ombro nu implorava o toque dos meus lábios.
Gritava tanto, que a minha respiração também vacilou.
No cartaz ao fundo, o borbulhar da vida, o acontece do dia-a-dia.
Dentro de circulos, não ouvias o chamamento do teu corpo.
Comecei a sorrir… Um sorriso tonto, inocente.
Não sabia porque estava ali.
Mas nos sonhos tudo acontece, e há quem acredite que têm significado.
(Sim, já sei que não...)
Acordo, e envio o meu espanto.
E sei que este centímetro negro traz recado.
Este sonho… é obra do Diabo.
03 fevereiro, 2008
Por
Ricardo Marques

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