E quando o fogo se apagar,
Com a chuva que imploro?
Que irei eu pensar,
Desta vida que (não) adoro?
Não é o acordeão que toca,
Nem o sorriso é vibrante.
Mas sei que este ritmo se desloca,
Nesta velocidade estonteante.
Passam os meses e não te esqueço,
E nunca será essa a minha vontade.
Não esqueço este amor que já não mereço,
Porque optámos pela Liberdade.
Mais um dia que somos ausência,
Quando o sol brilhou, aqueceu.
É devido a esta maldita transparência,
Que o coração há muito escureceu.
Queria te dizer pelo meio das trevas,
Que por agora este texto é mudo,
E este silêncio que agora são letras,
Um dia também será surdo.
Revolução sem o vermelho,
É amor com cravos de plástico.
Só trazem um futuro já velho,
Com receio de ser fantástico.
Não queremos que doa,
Muito menos que haja desperdícios.
Porém sabemos, que todo o pássaro que voa,
Sempre passa por precipícios.
Eles estarão sempre presentes,
Na vida que trilhamos.
Tal como hoje, somos amantes,
No sonho real que sonhamos.
"25 de Abril... Sempre!"

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