21 abril, 2008

LDN755

Enquanto o corpo dormia a voar pelo meio das nuvens, O pensamento tinha os pés no chão.

Bem sei que normalmente é o contrário que acontece, mas desta vez foi assim.

Pensei no Amor a florir nos jardins dos outros.

Pensei naqueles que não gostam do sol, a enterrar as suas caras nas fronhas das suas almofadas.

Pensei, mas não vejo nada.

Não sei se o problema é meu, ou se é daqueles que não querem a meteorologia de amanhã.

Habituámo-nos a não acreditar nela, mas hoje em dia, Ela acerta!

Pensar que as pessoas sabem que a vida não é um jogo… é normal.

Pensar que as pessoas vivem essa vida como um jogo, também não é original.

Esboço um pequeno sorriso, preferindo não pensar.

Deixo chegar ao meu corpo, o barulho da cidade lá em baixo, murmurando:

"Pequenos olhos

Pequenas amêndoas

Pequenos olhos

Me aguardam, me agarram na última hora

Agora adeus

Os meus braços e olhos rasos d'água

Meu adeus

Saudade, meu

Saudade entrego adeus

Saudade, meu

Saudade entrego adeus (x2)


Vamos ser da mesma boca

A mesma oca cheia de sal

Cheio de sol

O sal do mar e a luz

Vamos de sol pra dourar

O que há de bom

O que há de bom tom

Como se beijar a sós sem que os olhos vejam

E escancarar a cor ali

Vamos ser de um só

Um, meu bem e bem aqui

Na boca do estômago que arrepia

Que esfria

Vamos ser da boca do sol”


LIS1035

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