Desligo qualquer tipo de sinal sonoro, para não poluir ainda mais o ambiente.
Trago as palavras, que nunca te direi, nesta folha de papel, que amarroto, que quase rasgo, que quero esqueçer que um dia as escrevi.
Não tenho coragem de as mandar embora, e tenho medo, que nunca as virás a ler.
De nada serve escrever se tu nunca me vais ler.
Sinto um corropio de emoções dentro do meu peito, e não sei (quem diria?) exprimi-las.
Não sei nada. Não sei nada.
Quero desaparecer do teu mundo imaginário. Sei que quero voltar à tua realidade.
Se tenho saudades da simplicidade?
Não. Definitivamente não.
Fecho os olhos. Tento ver-te.
Mas não estás, nem nunca estarás, se eu continuar aqui. Então porque faço questão, de ainda estar aqui à tua espera?
Estou calmamente, pacientemente, religiosamente, no silêncio.
Sinto que estou, simplesmente estou, apenas porque não há outro sitio para estar.
Aaah! Quem me dera poder dar-te aquelas palavras amarrotadas, quase rasgadas, que em breve esquecerei que um dia as escrevi.
Ligo os sinais sonoros, afinal... quem polui o ambiente, não são eles.

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