- Trazes-me esta alegria que não sei explicar! - De verdade? - Sem dúvida. Há muito tempo que não me sentia tão dentro de mim. Contigo, fico no silêncio. Fico contente por estar, mas também por partir. E o teu canto, é indiscritivel. O teu olhar penetrante. Não preciso de palavrões, aliás, não preciso de palavras sequer... - ... - Vês? É isto que digo. Fechas os teus olhos, esboças esse sorriso... e tudo fica em suspenso. Eu sei que não foi fácil para ti, que procuras o que os outros também procuram. E hoje, como o mesmo sabor deste café... Sei que te vou encontrar novamente. - Au revoir! - Au revoir! Faltam poucos minutos para entrar de novo na espiral de palavras. Palavras que todos me irão entender, mesmo que esteja no silêncio. E sinto, que nunca saí de lá. Daí. Daqui. Oiço esta linguagem, e não a quero ouvir. Porquê? Talvez porque ainda estou farto. O sorriso (nervoso?) de uma viagem... Um salto para o desconhecido, para fugir ao conhecido. Volto-me para trás. Quero vê-la novamente. Digo " Au revoir! ", baixinho, muito baixinho.
06 maio, 2010
Por
Ricardo Marques

Sem comentários:
Enviar um comentário