29 janeiro, 2011

Espero... (Escrevendo) Espero para ficar doido.

Nesta cidade, para mais uma noite ficar perdido.

Nao lamento, nao tremo, nao descanso,

Apenas me pergunto, porque me canso?


Tantos tapetes vermelhos, cor do vinho,

Tantos episódios de riso e de choro,

Tapetes suaves, voadores, que sinto tanto carinho...

Sempre com vozes que gritam. Gritam todas em coro:


“Vai-te embora! Vai-te e nao voltes,

Só vieste para o teu velho canto,

So vieste para que te revoltes,

Para todos deixares em pranto.

Vai-te! Vai-te embora e nao voltes”


E espero… (Bebendo) Espero para ficar doido,

Nesta cidade ou numa outra, fico perdido.

E nao lamento, nao tremo, nao descanso,

Apenas me pergunto, porque me canso?


Será a pele? Será o conforto?

Nao pode ser. Pois nao há barcos neste porto.

Será pela dor? O desafio?

Entao porque é que este amor é tao frio?


Eu sei que elas querem que nao haja calor,

Querem que desista do caminho do amor,

E quase que conseguem o meu abandono,

Quase… Porque ainda nao mandam no meu sono.


Por isso espero… (Tentando amar) Espero para ficar doido,

Neste quarto ou num outro, fico perdido.

E nao lamento, nao tremo, nao descanso,

Apenas me pergunto, porque me canso?


Podia ser indiferente a tudo isto,

Podia, mas nao sou feito desse material.

Sou feito de sol, de água, de xisto.

Amo de uma forma natural, excepcional, normal.


Mas, merda! Sei que nao é suficiente.

Pois as vozes nao deixam que seja.

Mas nao vou ficar indiferente,

A tudo aquilo que sobeja.


Por isso espero… (Olhando as horas) Espero para ficar doido,

Neste mundo ou num outro, fico sempre perdido.

E nao lamento, nao tremo, nao descanso,

Apenas me pergunto, porque raio, é que me canso?

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