13 dezembro, 2007

Enfim, chegou o dia em que a revelação se mostrou na sua essência.

Após tantos dias enevoados, chegou o “Salvador” que nos abençoa com a sua presença.

Passados tantos tremores, sei que as horas de espera foram essenciais para a construção deste mito, desta história, deste destino.

Foi a construção desta (s) mentira (s) que não deixou ouvir a mais bela das verdades, que o Amor (Sonho) é uma constante das nossas vidas.

De mansinho, e sem querermos, Ele cobre com pétalas de rosas o caminho daquela terra castanha que ficará por semear.

Sorrindo de uma forma tola, andamos por cima deste manto colorido sonhando, que lá perdurem eternamente.

Infelizmente, sabemos que não irá ser sempre assim, e que no fim do dia quando o Sol for colorir o outro lado do Mundo e quando a Lua, a rainha do oculto e do mistério, entrar neste caminho, a cor não será tão nítida ao nossos olhos.

Nessa noite, o medo e a insegurança, os nossos eternos rivais, invadem o pensamento e os nossos corações, fazendo nos perguntar se já teremos o pó de outrora no nosso calçado.

Sim, eu sei que deveríamos ir descalços, mas por mais tolos que estejamos, neste capítulo (e só neste) já não somos crianças, e é intrínseco ao nosso ser não querer ser novamente beliscados com os espinhos que habitam por baixo daquela cor.

Pelo meio de tantos sonhos, medos e ilusões, acredito que por Agora iremos ser felizes.

E no inevitável dia que o pó estiver omnipresente, chegará novamente um outro “Salvador” que nos dará O Mapa.

Este Mapa, se o soubermos ler, indicará ao nosso ser o caminho para…

A Chave da Realidade da Verdade.

1/3 - Lis

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