22 agosto, 2009

Perdido ou preso no topo da torre do castelo, oiço um murmurar:

- Não saias daqui!

Livre e bem decidido na minha rota, nos jardins do Palácio, gritam:

-Não saias daqui!

Sou capaz de tudo. Sou capaz de ser tudo. Mas por mais que continue quieto, sei que o mundo continua a girar. E eu giro com ele... Ouviram? Sim, giro com ele.

É impossivel estar imóvel. É impossivel estar sempre no mesmo sitio.

Quem não percebe, é porque habita num mundo onde não há estrelas cadentes, onde o infinito é finito. Onde a verdade é egoismo e o sentimento é sinónimo de dor.


Anjos ou demónios, por favor, oiçam o meu grito.

E ensinem-me tudo aquilo que tenho que fazer.

Para que, de uma vez por todas, me possam entender.

E assim continuar vivo, em tudo aquilo que eu acredito.


Não é que tenha medo de morrer,

Ou, como alguns pensam, de morrer sozinho.

Não quero é ter que viver,

Sem nunca saborear o meu próprio caminho.


A verdade... A minha verdade,

Não devia doer tanto.

Devia ser flores e sorrisos no meio do pranto,

Para que pudesse enfeitar uma janela desta cidade.


Não sairei daqui nunca,

Mas lembro, que vivo uma fantasia que é realidade.

E seja num palácio ou numa espelunca,

Nunca irei perder a minha liberdade.



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