Meio Cheio, Meio Vazio. Que importa? Importa sim saber, que temos que preencher esse espaço.
Se metade é Agua, a outra é Ar. Seja ele puro ou impuro, não deixa de ser ar.
Percorrer a Terra para encontrar o Fogo é mais difícil, mais penoso, com mais pó.
Ainda por cima no Fim, corre-se o risco de queimaduras, sejam elas de primeiro ou de terceiro grau.
Para falar verdade, sabemos que vamos sofrer, que vamos desiludir-nos, mas para que pensar nisso se durante a quarentena não vemos nem ouvimos ninguém?
Estamos sós no sonho, seja ele individual ou colectivo.
Os 4 elementos unem-se na contrariedade, na ambiguidade.
Reconheço os meus erros. Se os emendo?
Que importa? Importa sim saber, que não posso os repetir.
Mas torna-se árdua essa tarefa.
Desde muito cedo, molda-se uma específica forma de evoluir, de partilhar.
E se as formas não forem idênticas, irão sempre ser ambíguas, contrárias.
Queremos estar sós, acompanhados.
Queremos crescer… querendo ser sempre crianças.
Queremos beber em copo de fogo.
Semear a terra, lançando a semente ao vento.
Queremos ser felizes, não sendo verdadeiros.
As linhas guias existem, elas formam a nossa insónia.
Por momentos, queria tanto dormir…
02 outubro, 2008
Por
Ricardo Marques

1 comentário:
Eu cá quando for grande, quero ser criança.
Beijo*
Enviar um comentário